Assembleia avança em programa para jovens aprendizes

 Assembleia avança em programa para jovens aprendizes

Jovens começaram a chegar para aprendizagem profissional na Ales, que está mobilizando gestores e setores administrativos para iniciativa inédita no Parlamento estadual

Os primeiros jovens do Programa de Aprendizagem Profissional, da Assembleia Legislativa (Ales), já estão em atividade na casa. A iniciativa, instituída pelo Ato 6.483/2025, objetiva a qualificação e a inclusão de adolescentes e jovens entre 14 e 24 anos, agora no ambiente do serviço público.

O Legislativo estadual participa como entidade concedente da experiência prática, ofertando o ambiente institucional para que os aprendizes desenvolvam atividades compatíveis com a sua formação. Dois deles foram alocados na Diretoria de Finanças, dois na área de recursos humanos, um na Diretoria de Transparência e outro na Subdiretoria de Manutenção e Execução de Obras.

Vithoria Alice Machado Dias, de 17 anos, iniciou as atividades há cerca de duas semanas na Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP). Aluna do curso de Marketing Digital do Instituto Gênesis, ela conta que passou por formações que visam ao aprimoramento de habilidades para o mercado de trabalho, principalmente o desenvolvimento da comunicação, como o curso de oratória.

Moradora de Vila Velha, a jovem está no 3º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Professor Agenor Roris. Ela diz que quer estudar Direito e que os colegas da SGP a auxiliam a conhecer mais sobre a carreira. “Já comecei a estudar para o vestibular e aqui é um lugar muito bom para aprender sobre essa área”, afirma. O contrato da estudante vai até julho de 2027.

Funcionamento do programa

Como explica a secretária de Gestão de Pessoas da Ales, Amanda Kiffer, não há vínculo empregatício entre o jovem e a Assembleia, nem repasse financeiro da Casa às entidades parceiras. A contratação formal e os encargos trabalhistas são de responsabilidade da contratante.

O programa funciona por meio de uma parceria entre a empresa contratante, a entidade formadora e a Ales. A contratante é responsável pelo vínculo trabalhista; a entidade — nesse caso, o Instituto Gênesis, com acordo de cooperação firmado em dezembro de 2025 — é responsável pela formação teórica e pelo acompanhamento pedagógico; e a Ales proporciona a vivência no serviço público.

“Antes de os jovens iniciarem suas atividades de aprendizagem profissional, o Instituto Gênesis realiza uma preparação com eles de cerca de 20 dias”, pontua Amanda.

Entre os principais objetivos do programa estão a qualificação profissional, o desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais e a priorização de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social. O contrato de aprendizagem tem prazo de até dois anos.

Reunião com gestores

Para alinhar a execução desse programa, a SGP, em conjunto com a Coordenação do Grupo de Recursos Humanos (CGRH), realizou uma reunião, na semana passada, com gestores e representantes dos setores administrativos da casa.

Na oportunidade, foram apresentados os objetivos e o funcionamento do programa, as atribuições de cada parceiro e as responsabilidades dos gestores e setores que receberão os adolescentes e jovens. Cada setor participante deverá designar um servidor para orientar as atividades e acompanhar o desempenho dos aprendizes.

“A SGP/CGRH é responsável por coordenar o programa, atuando como elo entre os setores internos, a entidade formadora e as empresas contratantes, além de oferecer suporte técnico aos gestores e orientadores”, detalha Amanda Kiffer.

A expectativa é que outros jovens venham participar do programa. “Vamos receber mais, de acordo com a demanda e manifestação de interesse dos gestores/setores”, informa a secretária.

Foto: Paula Ferreira

Postagem relacionada

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *