Sesa promove remada solidária para conscientização do Cuidado Paliativo no tratamento do câncer infantojuvenil
A importância da conscientização do Cuidado Paliativo e do câncer infantojuvenil foi tema de uma remada solidária no último domingo (22). Organizada pela Secretaria da Saúde (Sesa), por meio do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi), em parceria com a Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Acacci), em alusão ao Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil, que ocorre no dia 15 de fevereiro, o encontrou reuniu mais de 400 pessoas entre pacientes, familiares e apoiadores da causa.
A remada com canoas havaianas solidária aconteceu na Praia da Sereia, em Vila Velha, e contou com o apoio da HIP VA’A e os Insanos Regional Espírito Santo Sul.
“Nós temos uma expertise e capacidade individual, de unir em um único lugar, como no dia de hoje, tanta gente em prol de uma causa tão importante como os Cuidados Paliativos no processo de cura de crianças e adolescentes acometidos pelo câncer. Lá fora, há admiração pela nossa capacidade de inovar e construir parcerias, como a que temos com a Acacci. São experiências exitosas que fortalecem e projetam o trabalho de excelência que realizamos na saúde pública capixaba”, destacou o diretor-geral do ICEPi, Erico Sangiorgio.
O encontro teve por objetivo a defesa do Cuidado Paliativo e da atividade física como forma de cuidado, como explicou uma das idealizadoras da remada, a coordenadora do Programa de Residência Multiprofissional em Cuidados Paliativos do ICEPi e membro da Câmara Técnica de Cuidados Paliativos da Sesa, Manoela Libardi.
“No mês de fevereiro, o dia 15 marca o Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil, e, em alusão a essa data, o evento teve por objetivo trazer luz à causa do câncer infantil e a importância do diagnóstico precoce, além de podermos desmitificar os cuidados paliativos, envolvendo a atividade física, a natureza e o cuidado, em um esporte coletivo que representa a união da sociedade e do cuidado a essas crianças, todos juntos”, reforçou Manoela Libardi.
Para a referência técnica em Cuidados Paliativos da Gerência de Política e Organização das Redes de Atenção em Saúde (Geporas/Sesa), Roseanne Courbassier, o evento vem com a missão de desmistificar esse cuidado. “A canoa havaiana tem uma conexão forte com os cuidados paliativos porque, nós, como humanos, não conseguimos controlar as intempéries do mar, mas quando temos uma equipe em prol daquela família, acolhendo o seu sofrimento, deixando-a, junto do paciente. Coordenando esse ‘cuidado’, essa jornada se torna muito mais leve”, completou.
Fotos da remada neste link.
Cuidados Paliativos no HISNG
O compromisso com a conscientização e o cuidado integral se concretiza, de forma contínua, na rede de saúde. Nesse contexto, no Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG), referência no Espírito Santo para o diagnóstico e tratamento da leucemia pediátrica pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o cuidado ultrapassa o tratamento clínico. Crianças e adolescentes são acompanhados de forma integral, considerando não apenas os aspectos físicos da doença, mas também as dimensões social, emocional e espiritual.
E o HINSG tem um diferencial importante quando se pensa em Cuidado Paliativo, já que conta com uma equipe de Residência Multiprofissional do ICEPi que contribui de forma significativa ao antecipar e manejar sintomas e situações de desconforto que podem surgir durante o tratamento.
Essa estratégia de cuidado, quando iniciado de maneira precoce, ajuda a aliviar o sofrimento, controlar a dor e outros sintomas, além de acolher emocionalmente crianças, adolescentes e seus familiares, promovendo mais qualidade de vida ao longo de todo o processo de tratamento.
Diagnóstico precoce é fundamental
A leucemia é a principal causa de câncer infantojuvenil, alertou a chefe do Núcleo de Trabalho em Onco-Hematologia do HINSG, Tânia Bitti. “São cerca de 30% de crianças e jovens acometidas pela doença no Espírito Santo, anualmente. E o que mais choca muitas vezes é a falta de conscientização, inclusive de profissionais de saúde, que demoram tanto tempo para encaminhar essa criança ou jovem para um centro de referência, e o diagnóstico precoce é fundamental”, explicou.
De acordo com o diretor-presidente da Acacci, Francisco Carlas Gava, é necessário oferecer suporte contínuo às crianças e adolescentes em tratamento e às suas famílias. “O processo é longo, pode durar cerca de cinco anos, com muitas idas e vindas. A Acacci é essa casa que garante infraestrutura, carinho, amor e acolhimento. Assim como preconizam os Cuidados Paliativos, o cuidado não se limita ao tratamento médico: ele precisa ser integral, porque a doença impacta não apenas o paciente, mas toda a família”, destacou.
