Espírito Santo inicia 2026 em 1º lugar no ranking nacional de volume de serviços prestados às famílias
Crescimento da movimentação no segmento em janeiro foi de 10,7% no acumulado dos últimos 12 meses. Ceará (2,2%) e Rio de Janeiro (2,1%) aparecem na sequência
Ir ao restaurante, viajar, frequentar eventos ou investir em lazer deixou de ser apenas um hábito eventual para se tornar um motor da economia capixaba. O Espírito Santo começa 2026 liderando o crescimento nacional no volume de serviços prestados às famílias, demonstrando um cenário de consumo aquecido e expansão consistente do setor.
O avanço de 10,7% no acumulado de 12 meses (considerando o período iniciado em janeiro de 2025) coloca o estado na primeira posição do ranking nacional, com ampla vantagem sobre Ceará (2,2%) e Rio de Janeiro (2,1%). O desempenho evidencia um ritmo de crescimento significativamente superior ao observado nas demais unidades da federação.
As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse resultado reflete, principalmente, a expansão de segmentos como alimentação fora do lar, turismo, hospedagem, cultura e lazer, áreas diretamente influenciadas pela renda disponível e pela confiança do consumidor. O movimento também sinaliza uma consolidação do setor de serviços como um dos principais pilares da economia capixaba.
Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o desempenho é resultado de uma combinação de fatores econômicos e comportamentais. “O crescimento expressivo dos serviços prestados às famílias mostra que há maior circulação de renda e disposição para o consumo. Isso indica um ambiente econômico mais favorável e uma retomada consistente de atividades presenciais”, afirmou.
Além da liderança nacional, o resultado reforça a capacidade do estado de sustentar o crescimento ao longo do tempo. O avanço no acumulado de 12 meses demonstra que não se trata de um movimento pontual, mas de uma trajetória contínua de expansão.
Para Spalenza, o impacto desse desempenho vai além do próprio setor. “Os serviços às famílias têm forte efeito multiplicador na economia. Eles geram empregos, estimulam o turismo, fortalecem o comércio e contribuem diretamente para o desenvolvimento regional”, destacou.
Na comparação entre janeiro de 2026 e o mesmo mês de 2025, o crescimento do segmento foi de 2,5%, resultado superior ao observado no Brasil, que apresentou alta de 0,5%. Outro segmento com resultado positivo foi o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que avançou 2,6% no Espírito Santo, também superando o crescimento observado no Brasil (1,1%). “O resultado sugere continuidade da demanda por atividades logísticas e de mobilidade, que permanecem relevantes para a dinâmica econômica do estado”, frisou Spalenza.
Ao analisar o setor de serviços em geral, houve avanço de 0,4% em relação a janeiro de 2025. “O resultado evidencia que, apesar da queda na margem, o setor de serviços segue operando em patamar relativamente elevado”, ressaltou o coordenador do Observatório do Comércio. Além disso, O índice de volume de serviços do Espírito Santo atingiu 113,03 pontos, permanecendo acima do índice nacional (110,79 pontos).
A pesquisa completa está disponível em: https://portaldocomercio-es. com.br.
Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 431.803 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 1,4 milhão de pessoas. Com mais de 30 unidades, ações itinerantes e presença em todos os municípios capixabas – de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).
