Tarifaço dos EUA preocupa setores produtivos e senadores defendem negociação antes de medidas de reciprocidade

 Tarifaço dos EUA preocupa setores produtivos e senadores defendem negociação antes de medidas de reciprocidade

O anúncio de uma possível sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos acendeu o alerta no Congresso Nacional e entre representantes do setor produtivo. Diante do impacto que a medida pode causar à economia brasileira, senadores defendem que o governo priorize o diálogo diplomático antes de adotar medidas de retaliação comercial.

A taxação adicional, caso seja confirmada pelo governo norte-americano, poderá entrar em vigor a partir do dia 15 de julho e atingir diversos produtos exportados pelo Brasil, afetando empresas, trabalhadores e a competitividade nacional no mercado internacional.

O Brasil dispõe atualmente da chamada Lei da Reciprocidade, mecanismo que permite ao país aplicar tarifas equivalentes sobre produtos importados dos Estados Unidos. Apesar disso, parlamentares avaliam que a adoção imediata de medidas retaliatórias pode ampliar tensões comerciais e gerar prejuízos para ambos os lados.

Entre os senadores que defendem a busca por negociações estão Nelsinho Trad (PSD-MS), Jaques Wagner (PT-BA), Tereza Cristina (PP-MS), Eliziane Gama (PSD-MA) e Carlos Portinho (PL-RJ). O grupo propõe a realização de debates e audiências para ouvir representantes dos setores econômicos que poderão ser mais afetados pela medida norte-americana.

Os parlamentares argumentam que é necessário avaliar os impactos reais do tarifaço sobre as exportações brasileiras antes de qualquer decisão relacionada à aplicação da reciprocidade comercial. A expectativa é que o governo federal intensifique as tratativas diplomáticas nas próximas semanas para tentar evitar a entrada em vigor das novas tarifas.

A preocupação central é preservar a relação comercial entre os dois países, considerada estratégica para diversos segmentos da economia brasileira, especialmente aqueles ligados ao agronegócio, à indústria e ao setor de exportações.

Fonte: Agência Senado.

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