Médico e escritor Marcos André Malta Dantas lança romance de ficção que aborda disputas de poder, inveja, perseguição e perdão

 Médico e escritor Marcos André Malta Dantas lança romance de ficção que aborda disputas de poder, inveja, perseguição e perdão

O que acontece quando a inveja toma o lugar da fraternidade e antigas mágoas se transformam em perseguição? Essa é uma das questões que conduzem A Irmandade do Ódio, novo romance  de ficção do médico e escritor Marcos André Malta Dantas, que será lançado no dia 9 de novembro, às 19 horas, na Academia Espírito-santense de Letras, no Centro de Vitória. Este é o terceiro livro publicado pelo autor em 2026.

Editada pela Namíbia Editora, a obra constrói uma trama de ficção em torno de conflitos pessoais, relações familiares, disputas institucionais e jogos de poder. Na história, o protagonista Avicena, médico e escritor, passa a enfrentar situações que colocam em xeque os valores de amizade, liberdade e fraternidade que deveriam orientar a instituição da qual faz parte.

A trajetória dos personagens mostra como rivalidades podem crescer, alimentadas pelo ressentimento e pela dificuldade de aceitar as conquistas alheias. Nécio, personagem que se deixa conduzir pelo ressentimento e pela inveja, tem papel central nos conflitos da trama. Suas atitudes levam as divergências com Avicena para além do campo pessoal, desencadeando perseguições e disputas que atingem diferentes áreas da vida do protagonista.

O romance também acompanha uma investigação criminal, mas vai além do mistério para explorar as motivações e as consequências das escolhas de cada personagem.

A Ordem dos Templários, organização religiosa e militar criada na Idade Média para proteger peregrinos cristãos que viajavam a Jerusalém, é uma das referências presentes na narrativa. No romance, porém, a ordem faz parte do universo ficcional construído pelo autor, assim como os conflitos e acontecimentos apresentados. A referência contribui para explorar uma das questões centrais da obra: a contradição entre os ideais de fraternidade e os comportamentos de personagens movidos pela inveja, pelo ressentimento e pela disputa de poder.

A literatura também ocupa lugar na trama. Avicena utiliza o pseudônimo Marcos André, e um livro escrito por ele se torna alvo de tentativas de censura. A frase “Não leiam o livro de Marcos André”, que chegou a dar título à obra, permanece na história como uma provocação sobre o controle da palavra e a liberdade de expressão.

Reflexão sobre o perdão

Outro eixo do romance é a relação entre irmãos, evocada também pela história bíblica de Caim e Abel. A referência contribui para discutir a inveja, a rivalidade e a transformação de vínculos de proximidade em relações de confronto.

Apesar dos crimes e das perseguições que movimentam a narrativa, o autor conduz a história para uma reflexão sobre o perdão. Em vez de tratar o tema como esquecimento ou absolvição automática, a obra aborda a possibilidade de seguir em frente sem permitir que as experiências de violência determinem toda a vida de quem as sofreu.

 

Médico e escritor

Além da carreira na medicina, Marcos André Malta Dantas construiu uma trajetória na literatura. Formado em Medicina pela Emescam, é especialista em Clínica Médica e Nutrologia, com formação também em Educação Física, Filosofia, Teologia, História e Letras. Ao longo da carreira, presidiu a Academia Maçônica de Letras e a Associação Médica Brasileira de Ortomolecular (AMBO).

Autor de “O Homem que Virou Post”, “O Tempo que Me Habita”, “Eu, Você e as Vitaminas”, “História e Historiografia da Academia Maçônica de Letras” e do romance “O Silêncio Depois do Canto”, Marcos André transita entre a ficção e a não ficção, explorando temas ligados ao comportamento humano, à memória, à filosofia e à saúde.

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