Lei Rubem Braga: Ateliê Aberto promove experiências em videoarte, memória e território em Vitória

 Lei Rubem Braga: Ateliê Aberto promove experiências em videoarte, memória e território em Vitória

SELO DA LEI RUBEM BRAGA

 O que guardamos na memória também conta histórias sobre os lugares que habitamos. No próximo dia 31 de outubro, o projeto cultural “Margem de Terra” abre as portas de sua residência artística para o público, em uma tarde dedicada à videoarte, às lembranças e aos vínculos afetivos que atravessam os territórios.

O encontro será realizado das 14 às 18 horas, no Espaço Ladeira, no Centro de Vitória, e terá como destaque o “Ateliê Aberto”, com apresentação dos processos criativos desenvolvidos durante as mentorias em videoarte orientadas pela artista Thais Graciotti.

A programação é gratuita, tem classificação indicativa livre e oferece 15 vagas, mediante inscrição prévia.

Conduzidas pela arte-educadora Ingrid Rangel, as atividades reunirão as artistas residentes Ana Follador, Jessica Barcellos, Jessica Sampaio e Yurie Yaginuma em bate-papos, proposições e experiências que convidam os participantes a refletir sobre memória, pertencimento, afetividade e as relações construídas com os espaços onde vivem.

A iniciativa aproxima o público dos caminhos percorridos pelas artistas durante a residência, compartilhando investigações e experimentações que transformam vivências pessoais em possibilidades de criação e diálogo com a cidade.

Memórias que atravessam territórios

Idealizado a partir da pesquisa de Ana Follador sobre memória, infância e abandono parental afetivo, “Margem de Terra” investiga como as lembranças e as experiências individuais se inscrevem nos lugares. O projeto, que recebe incentivo da Lei Rubem Braga, da Secretaria Municipal de Cultura de Vitória (Semc), utiliza suportes videográficos para explorar narrativas pessoais e suas conexões com o território da metrópole capixaba.

A pesquisa tem como ponto de partida o trabalho “Tenho passado os últimos meses pensando sobre os retornos” (2025), no qual a artista revisita Praia Grande, bairro de Fundão onde passou parte da infância com a família. A partir de imagens de seu acervo pessoal e de intervenções sobre registros familiares, a obra reelabora lembranças e experiências, estabelecendo relações entre passado, espaço e identidade.

Uma posterior residência artística será realizada no Espaço Ladeira, durante três meses, e no CRJ São Pedro, ao longo de um mês, com o propósito de desenvolver trabalhos em videoarte que dialoguem com as pesquisas individuais das participantes e com as vivências presentes no território urbano.

“Margem de Terra surge do desejo de investigar como nossas memórias afetivas e marcas de apagamento ou pertencimento se inscrevem no território. A água que cerca a metrópole capixaba constrói pontes e margens que atravessam os nossos corpos. A residência e as práticas compartilhadas no CRJ São Pedro buscam expandir a videoarte para além do suporte técnico, tornando-a um espaço vivo de escuta, experimentação narrativa e criação coletiva”, destaca Ana.

Ao abrir o ateliê, o projeto propõe um encontro entre arte e cotidiano, no qual diferentes experiências podem encontrar espaço para serem compartilhadas.

Serviço
Lei Rubem Braga: Ateliê Aberto – Margem de Terra
Quando: 31 de outubro de 2026 (sábado) das 14 às 18 horas.
Onde: Espaço Ladeira – Rua Nestor Gomes, 277, Centro, Vitória.
Inscrições: https://forms.gle/G2yCiyABo2wyin2q6
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita.

Por Pedro Vargas (pedrovargas@vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


Foto Divulgação

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