Com nacionalização de aeronaves, ES se consolida como hub de importação de alto valor

 Com nacionalização de aeronaves, ES se consolida como hub de importação de alto valor
Novidade é que imigração de tripulações passa a ser feita em Vitória, agilizando nacionalização, reduzindo custos e eliminando escalas em outros aeroportos do país
Nos dois primeiros meses do ano, as aeronaves responderam por US$ 310 milhões das importações do Espírito Santo. Somente em fevereiro, o crescimento foi de 23,3% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados do Comex Stat. São números que consolidam o Estado como importante hub de importação de bens de alto valor do país.
Embora grande parte das aeronaves utilize o Espírito Santo apenas como porta de entrada para os trâmites de nacionalização antes de seguir para seus destinos finais, o fluxo gera impactos diretos na economia local. O movimento impulsiona a arrecadação, amplia a movimentação aeroportuária e estimula a oferta de serviços especializados de alto valor agregado.
Os incentivos fiscais e a localização estratégica explicam a preferência pelo Espírito Santo. O estado facilita a distribuição para diferentes regiões do país, ao mesmo tempo em que oferece condições tributárias competitivas para importadores.
Outro avanço recente reforça ainda mais essa posição. O Aeroporto de Vitória está habilitado para realizar o processo de imigração de tripulações de aeronaves executivas internacionais. Com isso, todo o procedimento de nacionalização pode ser concluído diretamente na capital capixaba, eliminando a necessidade de escalas em outros aeroportos brasileiros.
A advogada Luciana Mattar Vilela Nemer, especializada em direito aduaneiro, marítimo e portuário, explica que, até então, mesmo quando o destino final era o Espírito Santo, aeronaves vindas do exterior precisavam realizar paradas adicionais em outros estados para o cumprimento das exigências migratórias. “Essa etapa aumentava custos operacionais e prolongava o tempo de nacionalização. Era uma demanda histórica do comércio exterior”, afirma a advogada.
Para Luciana, a mudança representa um ganho relevante de eficiência. “A possibilidade de realizar todos os trâmites no próprio estado reduz custos logísticos, encurta prazos e traz mais previsibilidade para os importadores. Além de já se destacar pela estrutura fiscal e logística, o estado dá um passo importante para consolidar um ecossistema ainda mais robusto ligado à importação de bens de alto valor”, avalia.

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