Setor atacadista capixaba se antecipa à Reforma Tributária e busca competitividade com informação e gestão

 Setor atacadista capixaba se antecipa à Reforma Tributária e busca competitividade com informação e gestão
 Empresas associadas ao Sincades participaram de encontro técnico para compreender os impactos das novas regras fiscais e se preparar com segurança para o novo cenário
 
A Reforma Tributária já bate à porta das empresas brasileiras e o setor atacadista do Espírito Santo não está esperando as mudanças chegarem para agir. Para ajudar o atacado distribuidor capixaba a enfrentar esse desafio com informação e preparo, o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado do Espírito Santo (Sincades) promoveu, na última terça-feira (24), no auditório da entidade, em Vitória, um encontro técnico dedicado a traduzir as novas exigências fiscais em ação prática para os negócios.
O evento reuniu cerca de 70 pessoas, entre especialistas, empresários e gestores, para debater as principais novidades normativas, os riscos fiscais associados à transição e as medidas práticas que as empresas precisam adotar agora para evitar autuações e inconsistências.
A programação abordou temas centrais para o dia a dia das empresas, como as mudanças nas Notas Fiscais eletrônicas (NF-e e NFC-e) com a inclusão de informações do IBS e da CBS, os impactos da Portaria RFB nº 635 sobre os incentivos fiscais e os cuidados que as organizações precisam ter ao longo desse período de adaptação dos sistemas.
O painel principal do encontro contou com a mediação do advogado e assessor tributário do Sincades, Alexandre Fiorot, e com a participação dos painelistas convidados Pedro de Sá, subsecretário de Estado de Competitividade (Sedes), e Giovani Brum, auditor fiscal da Sefaz.
Para o mediador Alexandre Fiorot, o objetivo foi ir além da explicação das regras, oferecendo às empresas clareza para a tomada de decisões. “Nosso intuito com essa agenda foi trazer informação útil sobre a reforma tributária e o que esperar de ações do governo estadual para fomentar que os atacadistas aqui permaneçam após o término do período de transição e dos regimes especiais de ICMS”, disse ele, sintetizando o propósito da iniciativa.
Pedro de Sá, da Sedes, trouxe uma leitura mais ampla do momento. Ele pontuou que a reforma também abre janelas, especialmente no que diz respeito ao Fundo de Compensação dos benefícios fiscais. Para ele, o Espírito Santo chega a esse novo ciclo em posição favorável, com uma economia sólida e, mais importante, com disposição institucional para enfrentar as mudanças de forma integrada entre poder público e setor produtivo.
O subsecretário de Estado da Receita (Sefaz), Thiago Venâncio, marcou presença na programação. Em sua fala, ele reconheceu o peso do setor para a economia capixaba e reforçou que o poder público não está alheio às preocupações das empresas. “O Sincades lidera um setor muito importante para a economia e é fundamental que esse diálogo aconteça. A receita estadual está à disposição e seguirá de portas abertas para que o ES enfrente os desafios que a reforma traz”, afirmou.
Na avaliação do superintendente do Sincades, Cézar Pinto, com organização, boa gestão e acesso à informação correta, as empresas têm plenas condições de atravessar essa transição mantendo sua competitividade e, mais do que isso, identificando as oportunidades que um ambiente fiscal mais estruturado pode abrir.
“Preparar-se para a Reforma Tributária é um compromisso com a continuidade dos negócios e com o papel que o setor desempenha na economia do Espírito Santo. Quando as empresas do setor prosperam, os efeitos chegam à sociedade em forma de empregos, serviços e desenvolvimento regional”, destacou.
A iniciativa faz parte de um compromisso mais amplo da entidade com a atualização do setor. O Sincades mantém um Grupo Tributário com reuniões mensais, aberto às empresas associadas, onde temas como a Reforma Tributária são debatidos de forma contínua e aprofundada. Para a entidade, acompanhar as mudanças do ambiente fiscal é parte do trabalho permanente de estar ao lado das empresas que movem a economia do Espírito Santo.
Reforma Tributária
A reforma tributária simplificará e unificará os tributos sobre o consumo. A principal mudança será a extinção de quatro tributos (PIS, Cofins, ICMS e ISS), que serão fundidos em dois: uma Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que será administrada pelo governo federal, um Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que estará sob gestão dos estados e municípios. CBS e IBS terão a mesma base de cálculo e as mesmas regras.
Os fundos estaduais formados por contribuições locais sobre produtos primários e semielaborados só continuarão vigentes até 2032.

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