Programa gratuito traz encontros ao longo de todo o ano, com foco na articulação entre arte, educação, meio ambiente e território em espaços culturais, abertos a todos
O Parque Cultural Casa do Governador realiza, no próximo dia 11, sábado, a abertura do projeto Ciclo de Formação. A programação inclui duas palestras relacionadas ao campo de trabalho da arte-educação e o lançamento de um material educativo preparado pela equipe de Educação da instituição, como forma de democratizar os conhecimentos reunidos ao longo das edições anteriores da iniciativa. O Ciclo tem como objetivo promover uma agenda contínua de práticas, pesquisas e ações voltadas à interface entre arte, educação e meio ambiente, tomando o próprio espaço como ambiente de troca de conhecimentos.
Neste ano, o Ciclo ganha um novo formato. As atividades, que antes eram híbridas, agora são totalmente presenciais no Parque, sempre aos sábados de manhã, e ocorrem periodicamente ao longo de todo o ano. Os encontros contarão com convidados de todo o Brasil e, posteriormente, poderão ser conferidos na página do Parque no YouTube. As inscrições são gratuitas, por meio do formulário eletrônico no link
https://forms.gle/Ai3WR9fvKDuPAAB76
Para inaugurar a terceira edição do programa, as atividades têm início às 9h30, com duas palestras: Michele Zgiet apresenta “Programas educativos em espaços culturais vivos” e Gleyce Kelly Heitor aborda “Arte, educação e território”. As convidadas irão refletir os desafios da profissionalização do trabalho do arte-educador, articulando prática pedagógica, política cultural e formação continuada.
Com trajetória consolidada na área, Michele traz experiências desenvolvidas no Ecomuseu Ilha Grande, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), e na 14ª Bienal do Mercosul. Professora, escritora e coordenadora de projetos que articulam arte, educação e pertencimento comunitário, foi cofundadora do selo Orisun Oro, voltado à publicação de poetas negras da América Latina e do Caribe e, atualmente, é coordenadora educativa do Remanso Instituto Cultural (POA/RS) e curadora do eixo educativo da plataforma Oriki – Arte Afrodiaspórica.
Gleyce é educadora, pesquisadora e museóloga. Doutora em História Social da Cultura pela PUC-Rio, é diretora de Educação e Território do Instituto Inhotim (MG). Acumula experiência em instituições como a Oficina Francisco Brennand (PE), Instituto Tomie Ohtake (SP), MAM Rio (RJ), Escola Livre de Artes (RJ), Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ) e Museu de Arte do Rio (RJ). Sua atuação articula pesquisa, formação e desenvolvimento comunitário, com ênfase no direito à memória, em museus e territórios, na relação entre arte e natureza e na promoção da inclusão e equidade racial nas instituições de arte.
Material educativo
Além das palestras, o evento marca o lançamento de um material educativo desenvolvido pelo Parque como ferramenta pedagógica para uso em escolas, centros culturais, museus e associações comunitárias. A publicação reúne textos institucionais, conteúdos produzidos por convidados de edições anteriores do Ciclo e contribuições de educadores e pesquisadores.
O material inclui uma maquete topográfica do Parque, elaborada a partir de oficinas conduzidas por David Trindade e Manoel Ricardo Simões, e de reflexões sobre o uso de dispositivos como ferramentas de mediação. Também integra a publicação um glossário construído por educadores do Parque, voltado à contextualização de termos recorrentes nas visitas mediadas ao acervo escultórico a céu aberto.
As ilustrações, traços e anotações são assinadas por Guilherme Brasil, com registros visuais de suas vivências na equipe educativa no espaço. Como complemento, a obra traz um Caderno de Atividades, produzido pela educadora Juliana Galvão, sob supervisão do diretor de Educação do Parque, Nathan Braga, com propostas interdisciplinares e sugestões de uso pedagógico a partir das obras do acervo.
“Desenvolvido de forma colaborativa, a publicação reúne 26 contribuições de profissionais de educação, arte, meio ambiente e pesquisa e reflete o propósito do Ciclo: reunir saberes, experiências e vozes diversas para pensar a educação em espaços culturais de forma viva e comprometida com o território”, destaca Nathan Braga.
“A chegada da terceira edição do Ciclo de Formação, junto ao lançamento do material educativo resultante das edições anteriores, reafirma o Parque Cultural Casa do Governador como um espaço de reflexão e produção de conhecimento. Documentar nossas práticas é também uma forma de garantir que o impacto das nossas ações educativas transborde os limites do Parque e alcance toda a comunidade”, afirma Mirella Schena, gestora e coordenadora artístico-cultural do Parque.
Serviço | 1º encontro do Ciclo de Formação 2026
Local: Parque Cultural Casa do Governador. Rua Santa Luzia, s/n, Praia da Costa, Vila Velha
Data: 11 de abril (sábado)
Horário: 9h30
Inscrições gratuitas:
https://forms.gle/Ai3WR9fvKDuPAAB76
Sobre o Parque Cultural Casa do Governador
Inaugurado em maio de 2022, o Parque Cultural Casa do Governador está localizado na Residência Oficial do Governo do Estado e apresenta uma vasta programação estruturada em três eixos complementares: arte, sustentabilidade e educação.
Foi concebido como um espaço dedicado à valorização da produção cultural local e reconhecido como a maior galeria de arte ao ar livre do Espírito Santo, com um acervo de 34 obras, sendo 23 permanentes e 11 temporárias, incluindo esculturas, instalações e projetos específicos para o lugar.
Com uma área de 93 mil metros quadrados, o Parque é gerido pelas Secretarias da Cultura (Secult) e do Governo (SEG), por meio do Instituto ArteCidadania (IAC). Aberto gratuitamente ao público de terça a sábado, das 8h às 17h, e aos domingos, das 8h às 15h, promove uma interação única entre arte contemporânea, natureza e atividades educativas.
Conta com patrocínio da EDP, da Vale, da Shell, do Itaú e do Banestes, esses por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e também da ArcelorMittal.