O FUTURO DO ESPÍRITO SANTO EXIGE COMPROMISSO 

 O FUTURO DO ESPÍRITO SANTO EXIGE COMPROMISSO 

Desenvolvimento, planejamento e qualidade de vida para as próximas gerações 

O Espírito Santo aprendeu, nas últimas décadas, que desenvolvimento não acontece por acaso.  Ele é resultado de escolhas coletivas, compromisso institucional e capacidade de planejamento.  

A nossa história recente é uma história de mobilização e superação que precisa ser relembrada  sempre, em benefício das futuras gerações.  

O Estado passou por uma profunda crise institucional há cerca de 30 anos e se recuperou a partir  de 2002, com a mobilização da sociedade organizada, de lideranças políticas, empresariais e  religiosas, focadas em restabelecer a normalidade democrática. Dessa mobilização nasceram e se  fortaleceram instituições comprometidas com o desenvolvimento do Espírito Santo, entre elas o  Movimento Empresarial Espírito Santo – ES em Ação e o Fórum de Entidades e Federações – FEF. 

É importante relembrar que, naquele tempo, estivemos à beira de uma intervenção federal, em  função da degradação de nossas instituições. Essa época, felizmente, passou.  

Aquele Estado que viveu uma grave crise representa hoje, após sucessivos governos, um modelo  nacional de planejamento e gestão fiscal, com investimentos públicos em infraestrutura e em  políticas sociais, alcançando melhoria em todos os indicadores de educação, saúde, segurança e  qualidade de vida.  

A mobilização da sociedade deu certo. Hoje somos uma referência para o Brasil. Chegamos até  aqui priorizando estabilidade institucional, continuidade em políticas de Estado e visão  suprapartidária. 

Esse ciclo histórico chega agora a um marco nas eleições de outubro, e é preciso saber valorizar as  nossas conquistas, para garantir o desenvolvimento do Espírito Santo e o bem-estar da população  nos próximos anos.  

Atualmente, o Estado funciona com base em um planejamento estratégico de longo prazo, em  processo iniciado com o ES 2025, que evoluiu para o ES 2030 e hoje é norteado pelo Plano ES 500  Anos, com governança prevista na Lei Estadual nº 12.375/2025.  

A governança do plano prevê a participação de representantes do setor produtivo, do setor  público, da sociedade civil e da academia, contemplando instituições como o ES em Ação, as  Federações das Indústrias e do Comércio, o Instituto Jones dos Santos Neves, Ufes e Ifes, além do  próprio governo do Estado, Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Ministério Público e  organizações do terceiro setor, entre outros. 

A construção desse planejamento envolveu uma ampla mobilização social: foram ouvidas, ao todo,  cerca de 1,7 mil pessoas de 230 instituições, garantindo legitimidade, pluralidade e credibilidade  ao processo. 

É essa interação entre diversos setores, com base no diálogo e na transparência, que assegura um  ambiente favorável aos negócios, atraindo investimentos e gerando empregos e oportunidades  para os capixabas, num cenário promissor para os próximos anos.  

Mas esse cenário não está contratado: ele é uma construção diária. 

Por isso, o setor produtivo capixaba, representado pelo Fórum de Entidades e Federações (FEF) – que reúne as principais entidades representativas do setor empreendedor do Estado, como as  Federações das Indústrias (FINDES), do Comércio, Serviços e Turismo (FECOMÉRCIO), de  Transportes (FETRANSPORTE), da Agricultura e Pecuária (FAES) e o ES em Ação – vem a público  apresentar sete pilares que considera fundamentais para o debate eleitoral, para serem assumidos  como compromisso pelas lideranças eleitas, contribuindo para a construção de uma agenda de  desenvolvimento para o Espírito Santo. 

São eles: 

1 – Planejamento de longo prazo e continuidade das políticas de Estado, para garantir segurança  institucional, previsibilidade e desenvolvimento sustentável para as próximas gerações. 

2 – Educação, qualificação profissional, promoção da qualidade de vida e inclusão produtiva. Para  preparar as pessoas para a economia do futuro e ampliar oportunidades de geração de emprego,  renda e empreendedorismo. 

3 – Competitividade, infraestrutura, segurança para o ambiente de negócios e a sociedade. Para  ampliar investimentos, reduzir gargalos e fortalecer a capacidade do ES de gerar desenvolvimento  sustentável. 

4 – Inovação, sustentabilidade, desenvolvimento regional e turismo sustentável. Para posicionar o  ES diante das transformações tecnológicas, climáticas e econômicas do mundo contemporâneo. 

5 – Governança, transparência e segurança institucional. Para fortalecer a confiança nas  instituições, a qualidade da gestão pública e a cooperação entre sociedade, setor produtivo e  poder público. 

6 – Segurança pública, prevenção da violência e fortalecimento institucional. Para ampliar a  integração entre inteligência, tecnologia e políticas de inclusão, garantindo um ambiente seguro  para o desenvolvimento social e econômico. 

7 – Saúde integral e qualidade de vida. Para fortalecer políticas de promoção da saúde, ampliar o  acesso regionalizado aos serviços, incorporar inteligência e inovação na gestão e contribuir para o  bem-estar da população e o desenvolvimento sustentável do Estado. 

Esperamos, com esse posicionamento, contribuir para um debate público qualificado no processo  eleitoral, mirando sempre a estabilidade institucional e o desenvolvimento econômico e social, em  benefício da melhoria de vida da população.

Convidamos as demais entidades comprometidas com o desenvolvimento do Estado e toda a  sociedade capixaba a participar desse debate. As eleições são uma oportunidade para refletirmos  sobre o futuro que queremos construir e sobre o compromisso de preservar e aperfeiçoar as  conquistas alcançadas pelo Espírito Santo. O desenvolvimento é uma construção coletiva e  permanente, que depende da participação consciente de cada cidadão.

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